












A frase nao eh minha, adianto, mas de nosso companheiro de viagem Felipe Pavan. E tenho que concordar, ela resume minhas impressoes sobre a Hungria, e, em particular, Budapeste, sua capital. O pais consegue reunir a informalidade e calor humano do Brasil e, ao mesmo tempo, apresenta uma organizacao e desenvolvimento economico-social que, apesar de nao estar ainda no mesmo patamar dos paises da europa ocidental, eh bastante significativo, sendo raros sinais de miseria.
Saimos de Viena por trem, direto para Budapeste. A viagem foi muito boa, e aproveitamos para almocar no caminho. Tivemos o prazer de conhecer o italiano Umberto, que eh um retrato do mundo globalizado em que vivemos hoje. Ele eh italiano, mora em Viena, na Austria, e namora uma Belga, que mora na Hungria, e conversou conosco em ingles. Incrivel, nao ?! Em que outra epoca da humanidade se poderia imaginar isso? rs
A estacao de trem de Budapeste, advirto, tem uma pessima aparencia, mas nao se deve julgar o pais por aquela estacao. Seria uma tremenda injustica.
Budapeste eh uma cidade hoje muito desenvolvida, mas que preservou uma atmosfera e charme "old style" incomparavel. Apesar dos muitos grafites nos predios, eh, sem duvida, a melhor das cidades do leste europeu que jah visitei.
Os precos sao bastante em conta tb. Seu sistema de metro eh complicado, e exige um pouco de atencao para evitar multas, o que aconteceu com um amigo nosso. Por exemplo, diferentemente do resto da europa e do Brasil, eh preciso pagar um complemento ao bilhete unitario para se pegar conexoes. Apesar disso, os "baloes" sao frequentes, e muitas vezes "autorizados" pelos proprios fiscais, como aconteceu comigo, em uma determinada estacao onde nao havia venda de bilhetes no momento. Simplesmente o fiscal me deixou passar sem bilhete. Seria algo assim possivel na Austria? rs
A cidade eh extremamente vibrante, tem uma vida noturna incomparavel e na maioria dos lugares se pode entrar de graca, pagando-se apenas o que se consome. E nao pensem que por isso os lugare sao ruins, mas ao contrario, dao de dez a zero na maioria dos que temos no Brasil, tanto em termos de animacao como de frequencia.
Tivemos sorte porque pegamos um excelente tempo em Budapeste, o que deu para aproveitar uma praia artifical que montaram na regiao, com direito a futebol e volei de areia e palco com DJ. A organizacao era impressionante. Apesar de tudo ser de graca - heranca, talvez, do passado socialista - nao havia tumulto ou precariedade, e podia-se calmamente aproveitar o espaco publico, com direito a diversas atracoes e barracas.
Outra coisa sensacional que tivemos a oportunidade de conhecer foram as estacoes de aguas termais de Budapeste. Sao imensas piscinas com aguas que chegam a ateh 38o graus celsius. Foram construidas pelos turcos, e aproveitam a agua quente que vem das profundezas da terra. Sao lugares fantasticos, onde se pode passar uma bela tarde apenas relaxando e pegando um sol, e foi o que fizemos no sabado.
Vimos figuras estranhas no albergue em que ficamos, o Bubble. Lah havia um australiano que estava morando hah seis meses no local! Inacreditavel essas figuras que encontramos pelos albergues, um dia terei que escrever um livro soh sobre o assunto...rs A dona, Olga, foi realmente fantastica, e nos auxiliou muito com dicas sobre a cidade.
Visitamos tb um parque para onde foram "exiladas" as estatuas do passado comunista. Realmente a palavra certa eh "exilio", a distancia eh muito grande da cidade, e eh dificilimo ir para lah com transporte publico, por isso preferimos pegar um taxi, mas valeu a visita.
Diferente do que vi na Servia, as pessoas em Budapeste nao parecem ter muito saudosismo do passado comunista, embora reclamem dos baixos salarios e do crescimento das desigualdades com o capitalismo. Muitos com quem conversei jah trabalharam em outros paises, como a Inglaterra, principal destino, e continuam lutando por uma vida melhor, apesar de eu particularmente achar muito boa a que eles jah tem! rs
Apos Budapeste rumamos para a Romenia! Foi uma grande mudanca, realmente aqui jah vemos muito mais pobreza. Espero poder escrever sobre este pais em breve. Abracos a todos de Siguisoara, Transilvania, terra do Dracula! rs
























